Câmara opõe-se de forma intransigente ao fecho do Instituto de Odivelas

Câmara opõe-se de forma intransigente ao fecho do Instituto de Odivelas

A presidente da Câmara Municipal de Odivelas, Susana Amador, garante que a autarquia vai opor-se de "forma intransigente" a uma eventual fusão do Instituto de Odivelas (IO) com o Colégio Militar, ponderada pelo Governo.
 O Ministério da Defesa decidiu fazer uma reestruturação dos três Estabelecimentos Militares de Ensino (EME´s) e uma das propostas em estudo é a fusão do Instituto com o Colégio Militar (CM).
 “Foi com total surpresa que nos vimos confrontados com o anúncio do Governo no sentido de extinguir o Instituto de Odivelas. Esta decisão constitui uma enorme gravidade e, por isso, iremos assumir a defesa intransigente do Instituto de Odivelas”, declarou Susana Amador.
 A autarca socialista falava aos jornalistas numa conferência de imprensa que contou também com a presença do presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação das Alunas do Instituto de Odivelas e da sua Associação das Antigas Alunas.
 “A história do Instituto de Odivelas confunde-se com a nossa história territorial. As alunas que ali estudam e as suas famílias, que confluem diariamente ao centro histórico da cidade, rejuvenescem e dão vida ao nosso casco histórico”, sublinhou.
 A autarca anunciou ainda que a Câmara de Odivelas irá marcar presença na quarta-feira à noite numa vigília à porta do Instituto, convocada pela Associação de Pais e pela Associação de Antigas Alunas.
  O Instituto de Odivelas, onde estudam só raparigas, é um dos três estabelecimentos de ensino tutelados pelo Exército e funcional desde 1902 no Mosteiro de São Dinis.
 Atualmente, frequentam este instituto cerca de 300 alunas do ensino básico e secundário, divididas entre o regime de internato e externato.