Câmara de Torres Vedras adquire coleção particular de brinquedos para abrir museu

Câmara de Torres Vedras adquire coleção particular de brinquedos para abrir museu
A Assembleia Municipal de Torres Vedras decidiu, na noite de quinta-feira, autorizar a câmara adquirir uma coleção particular de brinquedos por 120 mil euros, tendo em vista a abertura de um Museu do Brinquedo na cidade.
 
O presidente da câmara, Carlos Miguel (PS), explicou que o colecionador Octávio Neves, residente no concelho, tem vindo ao longo dos anos a ceder a título de empréstimo peças da sua coleção à Fábrica de Histórias Jaime Umbelino. Além disso, por não dispor de mais espaço, entrou em negociações para vendê-la ao município.
 
Trata-se de uma das maiores coleções de brinquedos do país, com mais de seis mil peças, que vão ser adquiridas por 120 mil euros, um valor muito inferior ao real, que a "câmara não teria capacidade de pagar", disse o autarca.
 
Para Carlos Miguel, esta aquisição "é uma mais-valia", não só porque pode substituir o Museu do Brinquedo de Sintra, que entretanto fechou por incompatibilidades entre a câmara e o colecionador, como também vir a constituir uma nova atração de visitantes à cidade de Torres Vedras.
 
Nesse sentido, o município quer criar um núcleo museológico para a coleção, integrado no projeto da nova biblioteca municipal. Até à construção e abertura do novo espaço, tenciona vir a instalar, de forma provisória, a coleção no Centro Interpretativo do Choupal, cujas obras deverão ficar concluídas este ano.
 
A proposta de aquisição foi aprovada pela maioria, com o PSD contra, por considerar que a câmara "está a brincar com dinheiro público", ao que o autarca socialista respondeu lembrando os milhares de pessoas que visitavam o museu de Sintra.
 
Entre 2010 e 2012, a coleção foi inventariada pelos técnicos do Museu Municipal, onde se encontra temporariamente depositada.
 
A coleção, que o dono veio a reunir desde a sua infância, é composta por animais, brinquedos ligados a guerra, como armas, aviões ou soldados, edifícios, bonecos, figuras espaciais, filmes, pistas, robôs, veículos ou jogos, segundo o relatório de inventariação e classificação da coleção, a que a agência Lusa teve acesso.