Bombeiros de Sacavém acorrentados junto ao quartel

Bombeiros de Sacavém acorrentados junto ao quartel

Cerca de 40 bombeiros voluntários de Sacavém estiveram acorrentados aos muros do quartel, em protesto contra a direcção da corporação, disse à agência Lusa o subchefe Luís Rocha.

Pelo segundo dia consecutivo, o movimento de bombeiros voluntários de Sacavém que contesta a direcção da corporação convocou uma acção de protesto dentro do quartel.

Na terça-feira, o mesmo grupo já se tinha fechado no quartel e entregado o equipamento.

“É mais um grito de ajuda às autoridades para que nos ajudem a resolver este problema. Estamos fartos de mentiras e isto só irá funcionar com uma nova direcção”, afirmou à Lusa o subchefe Luís Rocha, porta-voz do movimento contestatário.

Segundo o responsável, a acção de protesto, que teve início às 19:00, “decorre de forma pacífica”, não se encontrado no local a presença da Polícia de Segurança Pública (PSP).

Durante a tarde, em declarações à Lusa, o presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Sacavém, António Pedro, negou ter intenção de se demitir e disse que pretende continuar com os projectos em curso, sublinhado que o “descontentamento é focalizado num grupo especifico, que quer tomar o comando”.

Também numa nota divulgada por aqueles órgãos sociais é referido que “o corpo de bombeiros de Sacavém tem ao seu dispor o maior número de meios que alguma vez teve”.

“Todos os meios estão 100% operacionais. A associação tem no seu quadro de pessoal 45 funcionários, 36 são bombeiros profissionais”, refere a nota

Os bombeiros iniciaram em 26 de Junho uma greve ao serviço de socorro e só admitem voltar ao serviço com uma nova direcção.