Bombeiros chegam a acordo com o Ministério da Saúde

Bombeiros chegam a acordo com o Ministério da Saúde

 

O Ministério da Saúde aceitou rever o pagamento das taxas de saída pagas aos bombeiros pelo serviço de transporte de doentes não urgentes, disse à agência Lusa o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa. 
As 56 associações de bombeiros do distrito de Lisboa chegaram hoje à tarde a acordo com o Governo sobre o serviço de transporte de doentes não urgentes, cancelando a suspensão deste serviço que estava marcada para sexta-feira.
Segundo o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa, António Carvalho, o Ministério da Saúde acordou com os bombeiros corrigir "algumas incorrecções" que constavam no despacho de 16 de maio que fixava as condições pecuniárias para transporte de doentes.
O responsável explicou à Lusa que o Ministério liderado por Paulo Macedo aceitou voltar a pagar os preços que pagava até 16 de maio: 10 euros pelo primeiro doente transportado e 7,5 euros pelos restantes transportados na viatura.
António Carvalho adiantou que o Ministério da Saúde pretendia alterar o pagamento da taxa de saída dos segundos, terceiro e quarto doentes transportados, contemplando o pagamento de apenas 20 por cento do valor inicial de saída praticados por cada um desses transportes.
"As alterações passam por voltar ao regime que tínhamos até à publicação deste despacho em relação às taxas de saída. Ou seja, as taxas de saída para todos os doentes transportados são pagas como eram até ao dia 16", disse.
Depois deste acordo, como "foram supridas algumas incorrecções que constavam no despacho, os bombeiros do distrito de Lisboa estão em condições de retomar a normalidade do serviço de transporte de doentes não urgentes", disse.
Na semana passada, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Lisboa tinha ordenado a suspensão, a partir de Junho, do serviço de transporte de doentes não urgentes contratado pelo Ministério da Saúde.
António Carvalho disse na ocasião que as corporações não conseguiam manter este serviço com os preços que a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) e o Ministério da Saúde pretendiam pagar.