Bárbara Guimarães retratada em documentário

Bárbara Guimarães retratada em documentário

“Bio. True Story" mostra a vida de Bárbara Guimarães no final deste mês, neste canal de TV dedicado a dar a conhecer histórias de pessoas que se destacam no plano profissional. Foi num dos mais selectos espaços da capital, o Restaurante Bica do Sapato, que a apresentadora da SIC reuniu algumas das pessoas mais importantes da sua vida e onde não podia faltar, obviamente, o marido e ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho e também José António Tenente, o estilista que há muito a elegeu como musa.

Repleto de fotografias desde a infância até estreias na televisão, entre programas de entretenimento e a experiência à frente de um noticiário, o documentário surge numa altura em que a apresentadora está prestes a completar 20 anos de carreira.

Foi Artur Albarran quem lhe abriu as portas da TVI, depois de um ‘casting’, onde percebeu de imediato o potencial da apresentadora. “Ela tem uma imagem muito credível, e foi isso que senti quando olhei para um plano fechado dela, quando estávamos a fazer o ‘casting’. Percebi que ela tinha uma coisa que uma apresentadora deve ter, que é uma coisa inexplicável, tinha lá aquela capacidade inata”, diz, no documentário, o antigo jornalista da estação de Queluz. Bárbara Guimarães também não esconde esse grande empurrão para o mediatismo, recordando que “o Albarran, muito simpático, correspondia ao que nós achávamos dele na TV, com a voz característica”. “Foi a passagem para algo que eu tanto desejava, mas ao mesmo tempo com um grau de grande ingenuidade e de irresponsabilidade, fazer um Telejornal? Se isto passa na cabeça de uma pessoa aos 20 anos”, frisa.

Do canal de Carnaxide, Francisco Pinto Balsemão tece também rasgados elogios à mulher que hoje é uma das juradas do concurso “Ídolos”. “Era uma cara nova, fresca, cheia de vontade de triunfar, e isso foi confirmado no êxito que teve no ‘Chuva de Estrelas’. Acho que ela desde muito nova sabia sempre o que queria”, recorda este empresário da comunicação social, acrescentando que Bárbara Guimarães “é uma pessoa que não é ‘chapa um’, não está talhada para fazer um determinado tipo de apresentações”, afirma, face à versatilidade da apresentadora que tanto apresenta uma Gala dos Globos de Ouro cheia de entusiasmo, como a seguir recebe um convidado num programa calmo dedicado às artes e à cultura.

Duetos Imprevistos”, “Sociedade de Belas-Artes”, “Terceiro Elemento – Graça Lobo” e “Páginas Soltas” são alguns dos programas recordados no documentário, onde Bárbara Guimarães recua à infância, refugiando-se em Lubango, onde nasceu em 1973: “O meu quarto essencialmente era um sítio de grande liberdade, podia levar para ali tudo: pedras, areia, bichinhos de conta, grilos, tudo...”, confidencia.

Texto: Ana Raquel Oliveira

Foto: Promoção