Baía do Tejo quer territórios da Margem Sul na linha da frente da reindustrialização

Baía do Tejo quer territórios da Margem Sul na linha da frente da reindustrialização

A administração da empresa Baía do Tejo defende que as áreas das antigas zonas industriais da Quimiparque, da Siderurgia e da Margueira, na região de Lisboa, devem estar na “linha da frente” do processo de reindustrialização do país.
A Baía do Tejo, empresa pública responsável pelos parques empresariais do Barreiro, Seixal e Estarreja e também com responsabilidades em Almada, assumiu a coordenação do projeto Arco Ribeirinho Sul, que tem como objetivo a requalificação daquelas antigas áreas industriais, na margem sul do Tejo.
"O ADN destes territórios é industrial e o processo de reindustrialização do país tem que passar por estes territórios, pois têm todos os fatores de atratividade. Este processo está na agenda do Governo e temos que estar na linha da frente", disse à Lusa o presidente do concelho de administração da Baía do Tejo, Jacinto Pereira.
O responsável referiu que o projeto Arco Ribeirinho não pode ser assente em imobiliário e que essa ideia "já está ultrapassada", explicando que a aposta tem que ser na atração de empresas e na criação de emprego.
A Baía do Tejo vai organizar no dia 28 de maio (terça-feira), no Barreiro, o seu primeiro fórum, dedicado ao tema "Reindustrialização: Um caminho para o futuro da economia portuguesa", que tem como objetivo mostrar "o potencial que existe nos territórios".
"Vamos dividir este fórum em dois blocos. O primeiro mais direcionado para a indústria e o segundo para o setor financeiro", explicou.
A presença dos secretários de Estado do Emprego, Pedro Roque, e do Tesouro, Maria Luís Albuquerque, nas sessões de abertura e encerramento, estão já confirmadas, segundo a organização, bem como as de Ricardo Salgado, presidente da comissão executiva do BES, Miguel Maya, vice-presidente da comissão executiva do Millennium, Fernandes Thomaz, administrador da comissão executiva da CGD, António Tomás Correia, presidente do Montepio Geral e Alberto Charro, administrador delegado para Portugal do Banco Bilbao Viscaya Argentaria.