Autor de triplo homicídio num elevador em Queluz acusado de homicídio qualificado e incêndio

Autor de triplo homicídio num elevador em Queluz acusado de homicídio qualificado e incêndio
O autor confesso de um triplo homicídio num elevador em Queluz, Sintra, foi acusado pelo ministério público de três crimes de homicídio qualificado e um crime de incêndio, informa hoje a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).
“O Ministério Público encerrou o inquérito e deduziu acusação, com intervenção de tribunal coletivo, contra um arguido, imputando-lhe o cometimento de três crimes de homicídio qualificado e um crime de incêndio, no caso do ataque a três vítimas num elevador, pela propagação de fogo, num edifício de habitação, em Queluz”, lê-se no site da internet da PGDL.
O detido, de 58 anos, entregou-se às autoridades depois de, a 13 de agosto, ter incendiado com álcool um elevador onde estavam duas mulheres e um homem. 
No mesmo dia, confessou à polícia que "apenas pretendia provocar um susto às vítimas" e encontra-se em prisão preventiva desde 30 de agosto de 2012. 
O crime, que provocou a morte ao homem e às duas mulheres, mãe e filha, de 70 e 34 anos, ocorreu no elevador de um prédio na rua de Timor, em Queluz, e a terceira vítima mortal foi um segurança de 24 anos, contratado por uma das mulheres, que alegadamente já tinha sido ameaçada de morte pelo suspeito.
Os motivos estarão relacionados com "problemas de negócios" de duas clínicas onde o homem seria sócio da vítima mais velha.
O suspeito sofreu queimaduras na cara, nos dedos das mãos e nos joelhos. Inicialmente foi assistido no Hospital Amadora-Sintra, mas por não dispor de unidade de queimados, aquele hospital ordenou a transferência para o Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.
Posteriormente foi transferido para a unidade de queimados do Hospital de São José, onde esteve internado durante algumas semanas e foi submetido a várias intervenções cirúrgicas.
A PGDL precisou hoje que a acusação foi deduzida na passada quarta-feira pela 4.ª secção do DIAP da Comarca da Grande Lisboa Noroeste - Sintra, que dirigiu o inquérito, com investigação a cargo da Polícia Judiciária.