Autarquia quer classificar praias fluviais de Alcochete como zonas balneares

Autarquia quer classificar praias fluviais de Alcochete como zonas balneares
A Câmara de Alcochete quer classificar as praias dos Moinhos e do Samouco como zonas balneares e está a realizar análises nesse sentido à qualidade das águas do Tejo, disse hoje à Lusa o vereador do Ambiente.
 
A autarquia estabeleceu uma parceria com o Centro de Saúde de Alcochete e com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) para a realização de análises à qualidade da água nas praias.
 
"O concelho tem o sistema de recolha de águas residuais todo fechado, por isso todos os esgotos são encaminhados para a ETAR, que devolve as águas já tratadas, em média, a 98% para o rio Tejo, o que é importante para a recuperação de toda esta bacia", disse o vereador Jorge Giro.
 
O autarca explicou que a evolução da qualidade das águas nas praias fluviais dos Moinhos, em Alcochete, e do Samouco, têm sido acompanhadas e que os resultados são muito positivos.
 
"Temos milhares de veraneantes que procuram as praias em Alcochete e, por uma questão de segurança, temos analisado as águas nos últimos anos, mas em laboratórios não credenciados. Com esta parceira vamos fazer análises regulares e o que podemos dizer é que os resultados apontam que a água é própria para banhos e tem uma excelente qualidade", salientou.
 
Jorge Giro referiu que o objetivo é conseguir classificar, através da Agência Portuguesa do Ambiente, as praias como zonas balneares em 2016.
 
"Esperamos que os resultados permitam a classificação já em 2016, caso contrário será em 2017. É necessário um histórico de resultados positivos e acreditamos que vão ser obtidos", frisou.
 
A autarquia reabilitou também a frente ribeirinha, obra concluída em 2014, e tem como objetivo apostar no turismo.
 
"Precisamos de turistas e já temos o projeto, que deve arrancar em setembro, de demolição das antigas secas do bacalhau para construir um aparthotel. A garantia que as águas são próprias para banhos seria a cereja no topo do bolo", salientou.
 
Jorge Giro disse ainda que a existência de ostras no rio Tejo e o regresso de algumas espécies de peixes e bivalves é "a prova que as águas do rio Tejo têm qualidade".