Associação de Defesa dos Cidadãos contesta nova sede da Câmara de Oeiras

Associação de Defesa dos Cidadãos contesta nova sede da Câmara de Oeiras
A Civitas - Associação de Defesa e Promoção de Cidadãos discorda da construção da nova sede da Câmara Municipal de Oeiras e diz apoiar a proposta da oposição de organizar um referendo local.
 
A Câmara de Oeiras aprovou a construção do Fórum Municipal, com 15 pisos, que vai permitir concentrar os principais serviços e órgãos políticos e administrativos da autarquia num único edifício-sede, no valor de 35,5 milhões de euros, desativando-se os atuais Paços do Concelho, no centro histórico, que não têm ainda futuro definido.
 
O grupo de cidadãos sublinha, em comunicado, os "efeitos negativos" que o projeto pode implicar, considerando-o um "atentado cultural ao património histórico da vila, que vai gerar um enorme impacte ambiental e prejudicar a sustentabilidade do comércio local", uma vez que os serviços municipais serão deslocalizados do centro de Oeiras.
 
O núcleo de Oeiras da Civitas alerta ainda para o facto de o projeto não ter sido escrutinado em eleições autárquicas, "o que pode suscitar a questão da legitimidade da decisão".
 
Na reunião de câmara de 24 de fevereiro, o executivo liderado pelo movimento independente Isaltino Oeiras Mais À Frente (IOMAF) apresentou e aprovou o projeto do Fórum Municipal, uma "ambição já antiga e com mais de uma década de vasto historial técnico e deliberativo" para construir o novo edifício dos Paços do Concelho de Oeiras.
 
Na assembleia municipal, o projeto mereceu apoio do PSD e foi rejeitado pela restante oposição, que já propôs a realização de um referendo local para que os serviços municipais continuem instalados nos atuais Paços do Concelho.
 
O futuro edifício, da autoria do arquiteto Sua Kay, ficará localizado perto da Rotunda da Fonte Luminosa, na União de Freguesias de Oeiras e S. Julião da Barra, Paço de Arcos e Caxias, numa área total de intervenção de 17.754 metros quadrados.
 
O Fórum Oeiras permitirá, segundo a liderança do executivo, presidido por Paulo Vistas, obter "melhorias consideráveis nas condições do atendimento ao público e do funcionamento dos serviços", assim como a "redução dos seus custos operacionais", por permitir a poupança de tempo e menores custos de deslocações.
 
A estimativa de custo da obra é de 33,5 milhões de euros para a construção do edifício mais dois milhões de euros para a zona exterior.