Assembleia Municipal de Cascais aprova orçamento para 2016

Assembleia Municipal de Cascais aprova orçamento para 2016
O orçamento municipal de Cascais para 2016, de 193,6 milhões de euros, foi aprovado na segunda-feira à noite pela maioria PSD/CDS-PP em reunião de assembleia municipal, merecendo os votos contra de toda a oposição.
 
Para o próximo ano, o executivo liderado por Carlos Carreiras vai contar com mais 34 milhões do que teve em 2015, que foi o orçamento mais baixo dos últimos 12 anos, 159 milhões de euros.
 
Tal como o orçamento municipal, também o pacote fiscal para o próximo ano e as Grandes Opções do Plano 2016 - 2019 foram hoje discutidos em reunião de assembleia municipal.
 
A maioria PSD/CDS-PP destacou o orçamento como mais favorável e de maior alívio fiscal para as famílias, argumentos que não convenceram a oposição.
 
De acordo com Manuel Gomes, do PS, a proposta orçamental da autarquia "é muito diferente" da visão socialista.
 
"Não existe uma visão e planeamento que vá de encontro às pessoas. Podia ser realizada mais e melhor obra com mais impacto social. Não é um processo transparente", sustentou o deputado.
 
Para o Bloco de Esquerda, uma vez mais nota-se a "fraqueza e pobreza do orçamento".
 
"Estes documentos não são refletores de um verdadeiro princípio político que vá de encontro aos reais interesses dos cascalenses", sustentou o deputado bloquista Gonçalo Ferrão.
 
Segundo o deputado da CDU José Carlos Gonçalves, os documentos traduzem-se em "opções politico-partidárias e nas preferências que a maioria PSD/CDS tem dos interesses dos que são socialmente e financeiramente mais favorecidos".
 
Já o deputado do movimento SerCascais Filipe Azeredo Perdigão levantou dúvidas sobre o IMI familiar, considerando que se "arrisca a beneficiar quem não deve ser beneficiado", e propôs baixar aquele imposto para todos.
 
O presidente da Câmara de Cascais respondeu que baixar o IMI para todos é que eventualmente beneficiaria quem não merece ser beneficiado.
 
O orçamento foi aprovado com os votos favoráveis da maioria PSD/CDS-PP e votos contra do movimento independente SerCascais, da CDU, Bloco de Esquerda e do PS.