António Lamas nega futura gestão privada de equipamentos no eixo Belém-Ajuda

António Lamas nega futura gestão privada de equipamentos no eixo Belém-Ajuda
O presidente do Centro Cultural de Belém (CCB), António Lamas, negou hoje, em Lisboa, a intenção de privatizar a gestão dos equipamentos culturais integradas no plano do eixo Belém-Ajuda, que será entregue ao Governo no final de julho.
 
António Lamas falava aos jornalistas durante a apresentação do projeto da Exposição Mundo Português - Explicação de um Lugar", que deverá abrir ao público no outono num espaço ainda a definir dentro daquele eixo.
 
"Não tem qualquer fundamento. Não há qualquer intenção de que venha a ser uma empresa privada a gerir os equipamentos, nem que os diretores sejam substituídos", sustentou, sobre a zona em causa, que concentra um conjunto de equipamentos culturais, monumentos, museus, e jardins.
 
Na última quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou a criação de uma estrutura de missão liderada por António Lamas responsável pela elaboração e concretização de um Plano Estratégico Cultural da Área de Belém.
 
A responsabilidade pela elaboração deste plano foi entregue, no final do ano passado, pelo secretária de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, a António Lamas, assim que foi nomeado presidente do CCB.
 
Questionado pelos jornalistas sobre o plano, Lamas precisou que "consiste num diagnóstico, e na criação de propostas para várias ações que resolvem os problemas da zona, nomeadamente a necessidade de uma requalificação".
 
O presidente do CCB disse ainda que o Governo deu 60 dias para a concretização do plano, "que já está em curso, e a estrutura de missão terá dois órgãos: uma comissão diretiva e uma comissão de acompanhamento".
 
António Lamas disse ainda que desde que tomou posse tem vindo a manter um diálogo com todas as entidades envolvidas para "desenvolver uma gestão integrada e em rede", tal como tinha pedido o secretário de Estado.
 
O eixo integra alguns dos museus e monumentos mais visitados do país, nomeadamente o Museu dos Coches - agora dividido entre o Picadeiro Real e o novo edifício -, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Palácio da Ajuda, o Museu Nacional de Arqueologia, o Museu de Marinha, e o Museu da Presidência da República.
 
Também estão incluídos a Ermida de São Jerónimo, o Museu de Arte Popular, o Museu Nacional de Etnologia, o Aquário Vasco da Gama, o Jardim Botânico da Ajuda, o Museu da Eletricidade, a Cordoaria Nacional, a Praça do Império, o Jardim Afonso de Albuquerque, a Torre de Belém, o CCB e o Museu Coleção Berardo, a Igreja da Memória, o Palácio de Belém, o Jardim Botânico Tropical, e o Planetário Calouste Gulbenkian.
 
Uma das orientações para o plano do eixo Belém-Ajuda, segundo a nota lançada na semana passada pelo Conselho de Ministros, é "assegurar a utilização eficiente de recursos".