Antigo Hospital do Desterro é inaugurado no final do ano como espaço cultural

Antigo Hospital do Desterro é inaugurado no final do ano como espaço cultural

O antigo Hospital do Desterro, em Lisboa, é inaugurado no final do ano como espaço de eventos culturais, no âmbito de um protocolo de reabilitação daquele local, que será assinado na terça-feira, anunciou hoje a Câmara de Lisboa.
De acordo com um comunicado hoje divulgado, a Câmara Municipal de Lisboa, a Estamo (empresa que gere património imobiliário do Estado) e a Mainside (empresa promotora da Lx Factory, em Alcântara) assinam na terça-feira um protocolo, “tendo em vista a reabilitação e reutilização do Hospital do Desterro”, que passará a ser um “território experimental aberto ao mundo e será inaugurado até final deste ano”.
A Mainside será responsável pela gestão do novo espaço.
Desativado progressivamente desde 2006, o Hospital do Desterro foi vendido à Estamo, empresa pública que gere o património imobiliário do Estado, por 9,24 milhões de euros.
Fonte oficial da Estamo confirmou em novembro à agência Lusa que havia uma proposta da empresa que gere o espaço LX Factory para a sua “exploração, para a realização de eventos culturais”.
A nota, que a autarquia publicou hoje na sua página na internet, adianta que, “segundo a Mainside, está prevista a instalação de um território experimental aberto a Lisboa e ao mundo, onde será possível habitar e trabalhar numa cela, cultivar uma horta urbana, frequentar um clube, almoçar num refeitório ou assistir a uma aula, entre muitas outras experiencias desenvolvidas por várias empresas e organizações”.
A Câmara Municipal de Lisboa considera este projeto “estratégico” para a cidade, “tendo em conta a sua localização no eixo de intervenção prioritário Martim Moniz – Praça do Chile onde tem vindo a efetuar diversas intervenções, designadamente a regeneração da Mouraria e do Largo do Intendente”.
Em novembro, a degradação do antigo Hospital do Desterro era visível, sendo poucos os sinais de que se tratou de um hospital de referência em Lisboa, nomeadamente na área da urologia e dermatologia.
Em algumas paredes exteriores era ainda possível observar placas informativas de unidades hospitalares, como o laboratório ou o serviço de dermatologia.
Além do Desterro, a Estamo adquiriu também os hospitais de São José, Santa Marta e Capuchos, ainda em funcionamento e até ao momento sem pagar renda.
Também o Hospital Miguel Bombarda, entretanto desativado, foi comprado pela Estamo por 24,9 milhões de euros e encontra-se à venda.