Ambiente com verbas comunitárias para prevenir erosão costeira

Ambiente com verbas comunitárias para prevenir erosão costeira
O secretário de Estado do Ambiente disse, em Torres Vedras, que Portugal vai ter dinheiro para prevenir a erosão costeira no programa operacional para a sustentabilidade, que prevê um financiamento de 200 milhões de euros.
 
"Há uma mudança de paradigma neste POSEUR [Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos] e a prioridade é combater as causas e não as consequências da erosão costeira", afirmou Paulo Lemos, durante uma visita a obras na praia de Porto Novo, no concelho de Torres Vedras.
 
O governante explicou que um dos problemas apontados pelos especialistas para a erosão costeira está relacionado com quebras no ciclo natural dos sedimentos. "Quando diminuem, o mar vem buscá-los à costa e avança, destruindo as praias", esclareceu, adiantando que o financiamento comunitário existente é destinado a "alimentar a costa para retomar o trânsito sedimentar e diminuir os problemas na costa".
 
Paulo Lemos explicou que uma das grandes intervenções vai passar pela colocação de areia ao longo da costa.
 
Além disso, continua a haver financiamento para a recuperação de dunas, esporões e de arribas.
 
No âmbito do POSEUR, com um financiamento de 200 milhões de euros a nível nacional até 2020, vão ser abertas as primeiras candidaturas até novembro, no valor de 25 milhões de euros, dos quais 20 milhões, explicou, vão ser aplicados nas lagoas costeiras de Óbidos e Esmoriz.
 
Paulo Lemos visitou hoje obras nas praias dos concelhos de Sintra (Adraga, Praia Grande, Azenhas do Mar e Aguda), Mafra (Foz do Lizandro, Praia do Sul, Praia do Matadouro e Calada) e Torres Vedras (Foz do Sizandro e Porto Novo), superiores a cinco milhões de euros.
 
O secretário de Estado do Ambiente explicou que se trata de obras quer de consolidação de arribas e reparação de esporões e de cordões dunares, como também de reparação de estragos do mau tempo do último inverno, avaliados em cerca de 30 milhões de euros, como são os casos das obras na Praia Grande e em Porto Novo.
 
Todas as obras estão em estado avançado de execução, uma vez que terão de estar concluídas até dezembro deste ano, pois foram comparticipadas com financiamento comunitário do Quadro de Referência Estratégico Nacional (2007-2013). Caso não estejam, poderão perder o financiamento recebido.