‘Adorava ter cinco filhos’

‘Adorava ter  cinco filhos’

À espera do nascimento do primeiro filho, para Novembro, CLÁUDIA SEMEDO mostra-se radiante por ser mãe.

Entre livros infantis, peças de teatro e programas de televisão, a actriz mostra-se uma verdadeira mulher dos sete ofícios.

Mais bonita do que nunca, com uma proeminente barriga de seis meses mas igualmente elegante, Cláudia Semedo é uma mulher preenchida profissionalmente, dividindo-se entre os programas de televisão, a representação e a escrita para crianças. Ao todo, a actriz já publicou três livros de contos e neste Verão é também júri de um concurso literário promovido pela Junta de Freguesia de Agualva (concelho de Sintra).
 

Como é que começou esta aventura de escrever para os mais pequenos?
Na verdade não teve um início verdadeiramente marcado. Eu tive a sorte de ter duas irmãs mais velhas e dormíamos todas juntas e contávamos muitas histórias umas às outras para adormecer.
A mana mais velha era a mais responsável por isso, mas ficou para todas o gosto das histórias infantis e, ao longo do tempo, fomos também escrevendo, pintando, desenhando... Entretanto, aqui há uns anos, surgiu o convite por parte da Plátano (Editora), que pediu a alguns jornalistas e escritores para escrever uma história para um livro que tinha como fundamento reverter a favor de uma associação de crianças e convidou-me também e eu participei. Gostaram do que fiz e perguntaram-me se eu tinha mais contos escritos. Contei-lhe que estava mais ligada à pintura, mas que as minhas irmãs tinham muitas histórias. E foi assim, quiseram ver e gostaram! Já lançámos três: “Adormecer Se(m)Medo”, “Sonhar Se(m)Medo” e “Acordar Se(m)Medo”.
Entre a escrita, ilustrações, teatro, apresentação de TV e até rádio, é uma verdadeira mulher dos “sete ofícios”?
Sou, mas acima de tudo uma mulher de paixões... de muitas paixões. Tudo o que me faça feliz, eu gosto de fazer, seja para o público ou só para mim. Por exemplo, eu nunca tinha pensado em editar, mas sempre fui fazendo porque me faz feliz.
Tem também em mãos, neste momento, o “Teatro Rápido”?
Sim, é um projecto com muito movimento, com muita criação artística. Há um tema todos os meses, em quatro salas, com quatro espectáculos diferentes e, no fundo, são quatro maneiras de ver o mesmo tema. Acontece sempre no espaço do "Teatro Rápido", no Chiado, e é certo que, a cada início do mês, há lá novas peças para ver. São peças de 15 minutos, precisamente a pensar no nosso ritmo diário, alucinante, mas em que pensamos que devem sempre que possível estar em contacto com a arte. Porque a arte permite-nos pensar, relaxar, entreter... e aqui, no fundo, não há desculpas: as pessoas podem ir ao teatro que é barato, é rápido e passam um bom momento.
Como está a viver esta fase especial que é a gravidez?
Estou a viver com um sorriso muito rasgado porque era uma coisa que eu já queria há muito tempo. Por mim, já tinha sido há uns dez anos, mas surgiu agora e surgiu bem, ao lado da pessoa certa e, portanto, estou muito feliz.
E tem passado bem?
Muito bem. No início, aqueles enjoos típicos, mas agora tudo muito tranquilo. Quero apenas que nasça bem e que esteja a desenvolver-se bem. O resto, se é menino ou menina, pouco me interessa, até porque quero ter muitos...
Quer ter muitos...?
Quero, quero. Gostava de ter cinco, mas já sei, e todos me dizem, que depois do terceiro mudo de ideias! Vamos ver. Até agora, está a ser maravilhoso! É o primeiro filho, primeiro sobrinho, primeiro neto, primeiro tudo, tanto do meu lado como do pai...
Vai ser um bebé mimado, então?
Espero bem que não. Espero que seja apenas um bom cidadão!

Texto: Ana Raquel Oliveira
Foto: Filipe Guerra