A5 lidera top dos pontos negros

A5 lidera top dos pontos negros

A autoestrada de Cascais (A5) continua a ser, em Lisboa, a via com maior número de pontos negros (seis), apesar de, em 2011, ter registado menos 15 por cento de acidentes em relação a 2010, adiantou hoje a concessionária.

De acordo com o relatório divulgado na quarta-feira pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANRS), a A5, que liga Lisboa a Cascais, é a segunda autoestrada do país com mais pontos negros, troços com um máximo de 200 metros de extensão onde se registaram, pelo menos, cinco acidentes com vítimas.

Segundo disse à agência Lusa fonte da Brisa, concessionária da A5, o número, igual ao dos anos anteriores, justifica-se pelo "volume de tráfego" registado nesses locais.

"O Tráfego Médio Diário Anual em toda a A5, em 2011, foi superior a 66 mil veículos. Por exemplo, entre o Viaduto Duarte Pacheco e o Estádio Nacional, o tráfego médio diário é superior a 130 mil veículos", referiu a mesma fonte.

A saída do Viaduto Duarte Pacheco, a curva do Estádio Nacional (em ambos os sentidos), a entrada e saída da CRIL (Circular Regional Interior de Lisboa), o troço seguinte à portagem de Carcavelos e a saída para a CREL (Circular Regional Exterior de Lisboa) foram apontados como os principais pontos negros desta autoestrada.

Apesar de a A5 continuar a ser a via da região de Lisboa com maior número de pontos negros, o número de acidentes tem vindo a diminuir.

"No total da extensão da A5, em 2011, ocorreram 562 acidentes, menos 15,4% que no ano anterior", indicou a Brisa.

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) identificou 41 pontos negros nas estradas portuguesas em 2011, menos 26 do que em 2010.

A ANSR indica que são 21 os pontos negros em autoestradas, surgindo a A20, circular que contorna a cidade do Porto, com o maior número, seguindo-se a A5, que liga Lisboa a Cascais, com seis, e a A28, autoestrada do Porto a Vilar de Mouros, com quatro.