42.º Festival de Música Estoril Lisboa faz estreias nacionais e abre sexta-feira

42.º Festival de Música Estoril Lisboa faz estreias nacionais e abre sexta-feira
A Orquestra Metropolitana de Lisboa abre, na sexta-feira, o 42.º Festival de Estoril Lisboa, cuja programação inclui estreias nacionais de várias peças, uma ópera e um ciclo de Órgão, na Sé, divulgou a organização.
 
O maestro Pedro Amaral dirige o concerto inaugural, que tem como solista, em saxofone, Raul Valor, vencedor do 5.º Concurso Internacional de Saxofone Vítor Santos. O programa do concerto é constituído pelas Sinfonias nºs. 4 e 8, de Beethoven, e pelas “Sete peças em forma de 'boomerang'”, para saxofone e orquestra, de Eurico Carrapatoso.
 
O primeiro concerto do Ciclo de Órgão realiza-se no sábado, às 21:00, com o músico neerlandês Matthias Havinga, que apresentará um programa constituído por obras de J.S. Bach, César Franck, Jehan Alain, Jacques van Oortmersen e Maurice Duruflé.
 
Sob o título “Homenagem a Jacques van Oortmerssen”, o concerto é dedicado ao organista holandês, falecido em novembro do ano passado, e do qual Matthais Havinga foi aluno.
 
No âmbito deste ciclo, no dia 23 de julho, o organista João Vaz, acompanhado por Filipa Taipina (voz e harpa) e Margherita Alivoni (voz), apresenta o programa “Ave Mater - O canto mariano desde a Idade Média”.
 
Entre as estreias previstas no festival, fonte da organização destacou as de obras para piano do compositor espanhol, natural da Galiza, Marcial del Adalid (1826-1881), pelo pianista Mario Prisuelos, no dia 04 de julho, e a ópera “Lord Takayama Ukon”, do compositor filipino Manuel Perez Maramba.
 
O pianista Mario Prisuelos gravou um CD composto por peças de Adalid, nascido na Corunha, que foi discípulo de Ignaz Moscheles e confesso admirador de Chopin. Mario Prisuelos recuperou e editou a partitura inédita “Soirée d'automne a la férme”, que também gravou e faz parte do alinhamento do recital em Lisboa, uma das estreias nas salas nacionais.
 
A ópera “Lord Takayama Ukon” sobe à cena no auditório N.S. da Boa Nova, no Estoril, no dia 29 de julho, e versa sobre a vida do primeiro samurai cristão, no século XVII. A ópera tem libreto de Jian Tauzin.
 
No dia 09 de julho, no Palácio Foz, em Lisboa, o Sonor Ensemble, sob a direção do maestro Luis Aguirre, apresenta um programa que inclui estreias em Portugal de peças de Morales-Caso, Román Alis e Ángel León.
 
Pelo “terceiro ano consecutivo, o Festival é dedicado ao património, afirmando-se, esta 42.ª edição, num tema repleto de riqueza artística, espiritual e material”, disse à Lusa fonte da organização.
 
Entre os cenários desta edição, em Lisboa, contam-se, pela primeira vez, as ruínas do convento do Carmo, que se junta ao Palácio Nacional da Ajuda, ao Palácio Foz, à Sé e às igrejas de S. Vicente de Fora e do Mosteiro dos Jerónimos.
 
Em Cascais, os palcos são o Centro Cultural da vila, nas Casas do Gandarinha, e o auditório Senhora da Boa Nova, no Estoril, onde irão decorrer “diversos ciclos, com diferentes formações, da sinfónica à de câmara, passando pelo recital a solo e a ópera”.
 
“Um amplo repertório, dos séculos XIV ao XXI, incluindo estreias absolutas, é apresentado por orquestras, grupos de câmara e solistas e, também, por jovens agrupamentos e solistas internacionais, fazendo sempre a ponte entre o passado e o futuro”, disse a mesma fonte.
 
O Festival evocará os 400 anos sobre a morte do dramaturgo inglês William Shakespeare, em concertos com “dois grandes intérpretes do nosso tempo, o alaudista norte-americano Hopkinson Smith e o guitarrista Fábio Zanon”.
 
Hopkinson Smith, no dia 14 de julho, no Palácio da Ajuda, apresenta o programa “Mad Dog: O alaúde isabelino. Música inglesa da época de Shakespeare”, com peças de Anthony Holborne, John Johnson, William Byrd e John Dowland.
 
O brasileiro Fábio Zanon, também no Palácio da Ajuda, mas no dia 28 de julho, apresenta um programa com composições de Holborne, Dowland, Britten, Granados, Schumann e Bobrowicz.