‘O futuro está nas minhas mãos’

‘O futuro está nas minhas mãos’


António Félix da Costa cada vez mais perto da Fórmula 1.
Jovem piloto de Cascais vai lutar pelo título das World Series by Renault.
António Félix da Costa espera entrar na Fórmula 1 em 2014, admitindo que a Toro Rosso, equipa secundária da Red Bull, possa ser o seu destino inicial.
“Eu espero que esta seja a minha última época sem ser na Fórmula 1. Espero que esta longa caminhada de 12 anos acabe aqui e comece o caminho para ser campeão do Mundo de Fórmula 1, porque as condições estão lá e, por isso, está tudo nas minhas mãos. Depende dos resultados deste ano, mas estou muito confiante de que o ano vai correr bem”, admitiu.
Integrando os quadros da Red Bull Junior Team, o jovem luso, de 22 anos, admite que a sua entrada no “grande circo” poderá ser pela Toro Rosso, pois todos os pilotos juniores têm passado pela escuderia secundária, incluindo Sebastian Vettel, tricampeão mundial.
“À partida, será esse o caminho para mim, o que é normal. Quando nos perguntam se estou pronto para a Fórmula 1, digo que estou pronto para dar o salto para a Fórmula 1, mas não estou preparado para a Fórmula 1. Por isso, há esses um ou dois anos numa equipa menos boa, onde aprendemos tudo sobre a Fórmula 1, para depois dar o salto para uma equipa em que possamos ser campeões do Mundo quando já estamos preparados para o ser”, disse.
De acordo com o piloto, “a porta para entrar na Fórmula 1 são os resultados e esses vão ter de continuar a aparecer”, garantindo que o grande objectivo para 2013, imposto pela Red Bull e por si próprio, é ganhar as World Series by Renault (WSR).
“Não vejo porque não (lutar pelo título). Vou ter uma abordagem diferente esta temporada. Vou conseguir fazer seis dias de testes de pré-época, que para mim é óptimo e que no passado não consegui fazer antes de nenhuma corrida. Por isso, acho que as coisas só podem melhorar. Vou ter tempo para melhorar o carro, vou ter tempo para estar com a equipa num ambiente mais relaxado, de treinos”, referiu.
A morar em Inglaterra, perto da fábrica da escuderia, Félix da Costa tem estado a preparar, no simulador, o novo carro da Red Bull, que começará a ser testado, em pista, no final de Janeiro, pelo alemão Sebastian Vettel e pelo australiano Mark Webber.
Sobre 2012, ano em que ganhou várias provas no GP3 e nas WSR, além de ter ganho o Grande Prémio de Macau, Félix da Costa diz que “foi um dos melhores anos". “Obviamente foi uma boa época, tendo em conta tudo o que aconteceu, entrando para a Red Bull Junior Team e também pelo salto dado a meio da época para as World Series by Renault, em que, mesmo aterrando assim meio de pára-quedas, consegui ser o piloto com mais vitórias no campeonato. Foi um ano em que dei um grande passo em frente na carreira. Estamos cada vez mais próximos da Fórmula 1 e era um ano muito importante para isso e 2013 ainda mais importante vai ser”, referiu.
A boa temporada permitiu ao português ser eleito o oitavo melhor piloto do ano pela revista inglesa Autosport, que, de acordo com Félix da Costa “é quase uma bíblia”.

Levar Portugal para a F1
Caso consiga um lugar na Fórmula 1, António Félix da Costa gostaria de levar uma grande marca portuguesa consigo, embora reconheça não estar dependente disso para entrar no “grande circo”, porque “a Red Bull é uma marca que olha 99 por cento para o talento”.
“Obviamente, se me tiverem a mim e a um americano exactamente com o mesmo talento, se calhar vão escolher o americano. É por isso que eu não posso ser igual aos outros, tenho de ser melhor. Obviamente que me dava imenso prazer de voltar a pôr uma empresa ou Portugal num carro de Fórmula 1”, afiançou.
Um recente estudo da Cision avaliou em cerca de 4,4 milhões de euros o retorno mediático de Félix da Costa em 2012, com o piloto a referir que estas informações “são coisas que vêm ajudar e que podem ser apresentadas a patrocinadores”, mas lembrou que “sem resultados não há retorno”.