Preço das casas para arrendar aumenta 26%

 

O preço dos apartamentos para arrendar registou um aumento de 26% em 2017 face a 2016, revelou o portal de imobiliário Imovirtual, indicando que a maior procura pelo arrendamento se verificou em Lisboa, Porto, Sintra, Cascais e Amadora.

 
De acordo com os dados globais de 2017 do portal Imovirtual, além do mercado de arrendamento, “o preço dos apartamentos para venda aumentou 12% relativamente a 2016”, com a maior procura pela compra de casa a verificar-se nos concelhos de Lisboa, Porto, Sintra, Cascais e Vila Nova de Gaia.
Neste sentido, “Lisboa, Porto, Sintra e Cascais foram os concelhos que registaram uma maior procura de casa no portal, tanto para arrendar como para comprar”, segundo os dados de 2017.
Relativamente aos preços, “Cascais liderou no preço médio por metro quadrado de venda e Lisboa no arrendamento”, concluiu o Imovirtual.
Em 2017, os concelhos mais caros para comprar casa foram Cascais (2.410 euros/metro quadrado), Lisboa (1.895 euros/metro quadrado), Espinho (1.850 euros/metro quadrado), Albufeira (1.747 euros/metro quadrado) e Loures (1.650 euros/metro quadrado).
“Já no preço médio por metro quadrado de apartamentos para arrendar, Lisboa ocupou o primeiro lugar (14 euros/metro quadrado), seguida de Cascais (12,90 euros/metro quadrado), Oeiras (10,40 euros/metro quadrado), Porto (9,73 euros/metro quadrado) e Loures (8,81 euros/metro quadrado)”, revelou o portal de imobiliário, referindo ainda que “o preço do arrendamento no distrito de Lisboa aumentou 28%, no distrito do Porto 10% e no distrito de Setúbal 8%, face a 2016”.
Em relação às casas de férias para arrendar, Vila Real de Santo António foi o concelho mais procurado em 2017, seguido do Porto, Loulé, Alcobaça e Tavira, informou o Imovirtual.
Segundo o barómetro da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), relativo a Dezembro de 2017, “quase 75% do ‘stock’ para arrendamento é escoado em menos de três meses”.
Sobre a percepção do mercado de arrendamento urbano, no que diz respeito à procura e à oferta, “74% das imobiliárias considera que a procura aumentou, enquanto apenas 16% denotam um aumento da oferta”, avançou o barómetro da APEMIP.
“Não é de agora que se registam estes desequilíbrios entre oferta e procura no arrendamento. Desde há muito que a APEMIP tem realçado este fenómeno, que se tem vindo a acentuar, uma vez que a falta de oferta tem incitado ao aumento de preços, sobretudo nas principais cidades, onde os valores de oferta estão longe de estar ao alcance das possibilidades das famílias portuguesas”, declarou o presidente da APEMIP, Luís Lima.
Os dados do barómetro de Dezembro demonstram que “cerca de 50% dos negócios concretizados situavam-se no intervalo de rendas entre os 300 euros e os 500 euros”, o que para o representante das empresas de mediação “revelam o intervalo de preços mais procurado pelas famílias para activos T1 e T2, tipologias que também reúnem o grosso da procura”.
“No entanto, é cada vez mais difícil encontrar casas a estes preços e grande parte dos jovens e famílias acabam por aceitar arrendar por valores que ultrapassam a sua taxa de esforço”, declarou Luís Lima, alertando que “a habitação em Portugal está a caminhar para uma situação perigosa”, em que “as famílias se deparam com o fenómeno ‘nem-nem’: nem conseguem comprar, nem conseguem arrendar, tais são os valores que se apresentam no mercado”. 
em harmonia

Autarcas querem melhores transportes na AML 

“A situação hoje, em matéria de mobilidade na Área Metropolitana, é dos grandes obstáculos à competitividade do território e das enormes injustiças sociais que este território comporta”, afirmou Fernando Medina (PS). O presidente do órgão deliberativo da AML acrescentou que, nos concelhos mais afastados do centro de Lisboa, e da área metropolitana, se verifica “uma situação progressivamente mais injusta, e com consequências pesadíssimas do ponto de vista económico”, mas também em termos sociais e ambientais.
“Para sermos rigorosos e verdadeiros não há serviço público de transportes porque os municípios não financiam e o Estado não financia. Por isso, o que nós temos são licenças e concessões a operadores privados que fazem operações tendencialmente lucrativas”, notou o autarca.
O também presidente da Câmara de Lisboa advogou, por isso, que a AML se encontra no “momento das escolhas” de como se organiza o sistema de transporte público e o seu financiamento, ao nível rodoviário, ferroviário e fluvial.

 

Oeiras ganha pesquisa da Google

 
“Esse é o nosso ‘core’ e o nosso objectivo: lançar um novo ciclo que promova a manutenção do nosso modelo de desenvolvimento local, assente na qualificação do território e captação de instituições de referência, para promoção do emprego e da coesão social”, frisou Isaltino Morais. 
Uma fonte oficial da autarquia adiantou à Lusa que o novo centro de serviços da multinacional vai ficar instalado no Parque Empresarial Lagoas Park, em Porto Salvo.
O presidente da autarquia aproveitou para dar “as boas vindas a uma das mais importantes multinacionais na área das Tecnologias de Informação e Comunicação mundial”. Segundo o autarca independente, “a iniciativa comprova que Oeiras é hoje o principal destino-sede das empresas de base tecnológica de Portugal”. “A instalação do centro de serviços e um ‘hub’ tecnológico para a Europa, Médio Oriente e África irá levar à criação de 500 empregos”, salienta.
O primeiro-ministro anunciou, na passada semana, em Davos, na Suíça, que a multinacional norte-americana Google vai instalar a partir de Junho, em Oeiras, um centro de serviços para a Europa, Médio Oriente e África, arrancando com
500 empregos qualificados.
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Transporte ferroviário quer conquistar clientes

Para tentar ganhar novos clientes para os comboios, a CP acaba de lançar uma campanha procurando persuadir os automobilistas a trocarem as quatro rodas pelos carris, oferecendo uma assinatura mensal gratuita. O maior argumento utilizado é o da rapidez nas deslocações, pretexto para a empresa pública distribuir aos condutores “multas” por “excesso de lentidão”.

No ‘radar de lentidão’ usado pela CP para medir a velocidade dos automobilistas, esta não ultrapassa os ‘0,5 km/hora’ e é com esse valor (inscrito em folhetos de sensibilização) que a transportadora ferroviária pretende chamar a atenção para a perda de tempo e de qualidade de vida que poderá estar a afectar muitos condutores ao optarem por se deslocarem em viatura própria. Com o objectivo de contrariar essa realidade, a Comboios de Portugal promoveu, esta terça-feira de manhã, na Estrada Marginal, junto ao Estádio Nacional (Cruz Quebrada), a entrega de folhetos aos automobilistas retidos pelos semáforos, em jeito de multa por ‘excesso de lentidão’ e de desafio à mudança. Esta quinta-feira será a vez do Porto receber a mesma acção. 
“O que nós gostaríamos com esta campanha é que as pessoas pensassem que utilizar o comboio pode ser mais económico, mais rápido e menos stressante do que o automóvel porque é algo mais fiável, uma vez que o comboio sabemos que parte e chega ao destino a horas certas, enquanto o trânsito nunca se sabe bem o que vai acontecer”, salientou ao JR Filipa Ribeiro, directora de Marketing da CP.
 
 
Jorge A. Ferreira
No ‘radar de lentidão’ usado pela CP para medir a velocidade dos automobilistas, esta não ultrapassa os ‘0,5 km/hora’ e é com esse valor (inscrito em folhetos de sensibilização) que a transportadora ferroviária pretende chamar a atenção para a perda de tempo e de qualidade de vida que poderá estar a afectar muitos condutores ao optarem por se deslocarem em viatura própria. Com o objectivo de contrariar essa realidade, a Comboios de Portugal promoveu, esta terça-feira de manhã, na Estrada Marginal, junto ao Estádio Nacional (Cruz Quebrada), a entrega de folhetos aos automobilistas retidos pelos semáforos, em jeito de multa por ‘excesso de lentidão’ e de desafio à mudança. Esta quinta-feira será a vez do Porto receber a mesma acção. 
“O que nós gostaríamos com esta campanha é que as pessoas pensassem que utilizar o comboio pode ser mais económico, mais rápido e menos stressante do que o automóvel porque é algo mais fiável, uma vez que o comboio sabemos que parte e chega ao destino a horas certas, enquanto o trânsito nunca se sabe bem o que vai acontecer”, salientou ao JR Filipa Ribeiro, directora de Marketing da CP.
Para convencer os condutores a “fazer a experiência”, a CP está a oferecer, até 30 de Abril,  uma assinatura de um mês de viagens, após a compra de uma primeira assinatura mensal. Destinada apenas a novas adesões, o desafio implica visitar o site www.radardelentidao.cp.pt para accionar a oferta. A campanha é limitada a mil adesões nos comboios urbanos de Lisboa, outras tantas nos urbanos do Porto e, ainda, um milhar em Coimbra, Intercidades e regional.
“Com esta acção queremos, essencialmente, ganhar quota de mercado aos outros modos de transporte e, neste caso, ao transporte individual”, reforçou Filipa Ribeiro, falando ao JR na Cruz Quebrada, durante a distribuição de folhetos ‘Foi apanhado em excesso de lentidão’. Um desafio que “ainda tem muita margem para evoluir, embora na região de Lisboa nós já tenhamos mais de 200 mil clientes que todos os dias viajam connosco”, adiantou aquela responsável, reforçando as vantagens dos comboios: “Depende de cada caso em concreto, mas, regra geral, penso que as pessoas conseguem ter melhor qualidade de vida se utilizarem o comboio, quer porque é mais económico, quer porque, em muitos casos, é mais rápido, sem esquecermos que o comboio é muito mais amigo do Ambiente do que o automóvel”.
O Jornal da Região tentou perceber a reacção dos automobilistas abordados pelo desafio da CP durante os breves momentos de semáforos vermelhos na Cruz Quebrada e o tom geral constatado foi de receptívidade perante a iniciativa, mas acompanhada de algumas reservas.
“O grande problema da CP é não ter estacionamento perto das estações”, considerou Ana Vargas, que usa regularmente o automóvel nas suas deslocações para o emprego em Lisboa. “Eu moro em Paço de Arcos, perto do Parque dos Poetas, e a verdade é que não há nenhum sítio para estacionar a não ser um baldio horrível”.
Por seu turno, Manuela Azevedo indicou que todos os dias usa o seu carro na viagem entre Caxias, onde mora, e Lisboa. “Uso o comboio mais em tempo de lazer e não tanto para ir trabalhar porque o meu emprego obriga-me, muitas vezes, a ir directamente para locais diferentes, ou seja, não é o caso típico de casa-trabalho e vice-versa”, especificou ao JR. A automobilista aproveitou, ainda, para deixar uma reclamação: “Gostava que as estações em geral da Linha de Cascais estivessem mais arranjadas, a de Caxias então… às vezes, não está lá sequer o homem dos bilhetes, não se consegue pagar e tem tudo um ar de abandono…”.
Já no caso de Carlos Seia, morador em Queijas, o problema é só ter a Vimeca como alternativa ao automóvel nas suas deslocações para a capital.  “Trabalho por turnos e hoje estou só a entrar à tarde, mas quando entro de manhã é difícil apanhar o autocarro e, por causa disso, acabo por ter mesmo de usar o carro, com grande pena minha”, diz.
 
Jorge A. Ferreira

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